A boca tremeu , espremeu o verbo que não acrescentaria em nada. Se deixassem-na explicar se prejudicaria mais.
-Isso menina, aquiete-se e não complique-se. Feche os olhos, são brilhantes demais.
Fechou os olhos com força, engoliu o soluço e esperou o momento certo que nunca chega.
Sheyla Coelho
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Rio de Janeiro
Sentei-me à cama com um arrepio frio pós pesadelo. Sonhei-me só no Rio de Janeiro. Sonhei-me louca desvairada perguntando aos transeuntes onde fora parar o mar que não o via, só senti-lhe o cheiro?
Todos me sorriam e eu nada entendia."Onde foi parar o mar?", eu alto dizia.
Andei descalça e de chapéu de praia. " Que praia meu Deus?" Andei ,andei e quando os meus pés no asfalto queimaram, sentei-me em um banco de praça. Respirei fundo. "Mas isso é cheiro de mar! Por Deus, só quero ver essa água."
Acordei e quando o arrepio passou pensei: "Nunca fui ao Rio de Janeiro. Só o que sei de lá é que há Copacabana, Cristo de braços abertos e muita água. Talvez o que eu sei sobre o Rio não é o que o Rio sabe de mim. Como posso ter visto tanta gente e nenhum Cristo e nenhuma água?
Lenvantei, abri a janela sem paisagem de São Paulo no centro. Respirei fundo "É fumaça... Poxa, será que nem em sonhos saio do que já conheço?"
Sheyla Coelho
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Rondó da mulher só
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Sem Postagens
Faz tempo que não posto nada, estou um pouco enjoada desses encontros desencontros acho que me esgotei em alguns assuntos. Começo a criticar mais do que gostar desse caminho em que estava seguindo.
Para as pessoas que lêem o blog: Talves ainda eu poste coisas que fazem parte desse começo e que estão guardadas...ando afim de dizer sobre outras coisas, só não sei como ainda, os caminhos estão confusos dentro de mim, as emoções misturadas e um pouco frustadas.
Ah! E quanto os erros que vocês encontram de pontuação e de palavras mesmo, não fiquem a rir e a me críticar no conforto de suas cadeiras, me ajudem, avisem eu sou bem desatenta e não tenho vergonha de adimitir que não sei muitas coisas ...
Obrigado a quem lê porque quer ver uma história acontecer e pobre de quem pensa que vai me achar aqui, pois é aqui que eu permito perder-me.
Sem mais e com milhoes de " por que"!!!
Sheyla Coelho
Para as pessoas que lêem o blog: Talves ainda eu poste coisas que fazem parte desse começo e que estão guardadas...ando afim de dizer sobre outras coisas, só não sei como ainda, os caminhos estão confusos dentro de mim, as emoções misturadas e um pouco frustadas.
Ah! E quanto os erros que vocês encontram de pontuação e de palavras mesmo, não fiquem a rir e a me críticar no conforto de suas cadeiras, me ajudem, avisem eu sou bem desatenta e não tenho vergonha de adimitir que não sei muitas coisas ...
Obrigado a quem lê porque quer ver uma história acontecer e pobre de quem pensa que vai me achar aqui, pois é aqui que eu permito perder-me.
Sem mais e com milhoes de " por que"!!!
Sheyla Coelho
quinta-feira, 5 de março de 2009
Primos
Primos, jovens e na mesma profissão.
Ele : alto, magro e sem rumo.
Ela: a dona mestra do sorriso.
Ele nem tão sonhador, ela a portadora da justiça, ele se achava profundamente sem sorte e a amava na infância, ela adorava vencê-lo na sinuca, o lazer dos homens da família.
Todos diziam que ela teria um futuro brilhante, ele era quase um esquecido.
No final do ano ela terminará a faculdade de direito, ele já advoga pequeno município onde nasceu.
Neste momento estão juntos, na mesma sala da infância, ela viajou quilômetros e ele fez o percurso de alguns poucos quarteirões a pé.
A avó, símbolo da doçura desta família, que sempre foi a acolhedora, a responsável pelas reuniões, hoje, era velada com muita tristeza.
Em um canto da sala, sem mexer um músculo ele chora. As lágrimas escorrem continuamente, sem precisar da ajuda das pálpebras, já avermelhadas.
Do outro lado, ela permanece calada e de olhos secos.
Os dois se olham, ela admira sua dor expressada e tenta preencher o vazio de sensações que dominam seu peito, ele pensa em como seria bom abraçá-la.
Com uma ternura intensa, digna da avó, sorriem um para o outro.
Ele se levanta e vai até a cozinha. Ela, como se seguisse uma coreografia, faz o mesmo.
– Quanto tempo - ele diz, para quebrar o silêncio .
– Tenho estudado muito – ela diz, pegando um café.
Ele tira a xícara das mão dela e a abraça. Não dizem , só se entregam neste abraço calmo, aconchegante, em que se pode sentir a outra pessoa.
Passam o resto da noite muito próximos.
Após o enterro, ela promete a ele que voltará, virá visitar ele e a família, mas ele bem compreende que não, que a única coisa que os unia fora enterrada ali, há poucos minutos. Fora a avó ela não tinha um verdadeiro motivo que a trouxesse.
Talvez ela se lembrará desta cumplicidade nas noites em que sentir-se só na grande cidade. Ele retomará o amor platônico da infância por alguns dias, talvez semanas, e depois esquecerá.
Até o dia em que, por morte, saudade ou acaso, eles tornem a se encontrar.
Ele : alto, magro e sem rumo.
Ela: a dona mestra do sorriso.
Ele nem tão sonhador, ela a portadora da justiça, ele se achava profundamente sem sorte e a amava na infância, ela adorava vencê-lo na sinuca, o lazer dos homens da família.
Todos diziam que ela teria um futuro brilhante, ele era quase um esquecido.
No final do ano ela terminará a faculdade de direito, ele já advoga pequeno município onde nasceu.
Neste momento estão juntos, na mesma sala da infância, ela viajou quilômetros e ele fez o percurso de alguns poucos quarteirões a pé.
A avó, símbolo da doçura desta família, que sempre foi a acolhedora, a responsável pelas reuniões, hoje, era velada com muita tristeza.
Em um canto da sala, sem mexer um músculo ele chora. As lágrimas escorrem continuamente, sem precisar da ajuda das pálpebras, já avermelhadas.
Do outro lado, ela permanece calada e de olhos secos.
Os dois se olham, ela admira sua dor expressada e tenta preencher o vazio de sensações que dominam seu peito, ele pensa em como seria bom abraçá-la.
Com uma ternura intensa, digna da avó, sorriem um para o outro.
Ele se levanta e vai até a cozinha. Ela, como se seguisse uma coreografia, faz o mesmo.
– Quanto tempo - ele diz, para quebrar o silêncio .
– Tenho estudado muito – ela diz, pegando um café.
Ele tira a xícara das mão dela e a abraça. Não dizem , só se entregam neste abraço calmo, aconchegante, em que se pode sentir a outra pessoa.
Passam o resto da noite muito próximos.
Após o enterro, ela promete a ele que voltará, virá visitar ele e a família, mas ele bem compreende que não, que a única coisa que os unia fora enterrada ali, há poucos minutos. Fora a avó ela não tinha um verdadeiro motivo que a trouxesse.
Talvez ela se lembrará desta cumplicidade nas noites em que sentir-se só na grande cidade. Ele retomará o amor platônico da infância por alguns dias, talvez semanas, e depois esquecerá.
Até o dia em que, por morte, saudade ou acaso, eles tornem a se encontrar.
5 mim
Com os pés, agora descalços, refresco-me do meu dia.
Caminho pelos pisos de minha sala , fecho os olhos e me retiro a pensar no mar...
Consigo inventar a brisa a passear no meu rosto, a languidez dos meus passos na areia,e por alguns instantes sou plena e feliz .
Até que um tolo pensamento me diz: "você nunca gostou de praia".
Despenco no abismo da realidade, olho para minha sala, minha mesa sempre bagunçada,
o copo ainda com um último gole de vinho da noite passada.
Penso no trabalho , sinto novamente o cansaço do dia a perseguir-me.
Respiro fundo, fecho meus olhos e retiro-me a pensar em ti.
Crio suas mãos em volta de minha cintura, e sem nenhuma palavra dura,
ouço no melhor tom o que você jamais me disse...
Outro pensamento me vêm, porém perante esse aviso anti-você eu ensurdeço.
Consciente eu ignoro, preciso de mais 5 minutos .
Caminho pelos pisos de minha sala , fecho os olhos e me retiro a pensar no mar...
Consigo inventar a brisa a passear no meu rosto, a languidez dos meus passos na areia,e por alguns instantes sou plena e feliz .
Até que um tolo pensamento me diz: "você nunca gostou de praia".
Despenco no abismo da realidade, olho para minha sala, minha mesa sempre bagunçada,
o copo ainda com um último gole de vinho da noite passada.
Penso no trabalho , sinto novamente o cansaço do dia a perseguir-me.
Respiro fundo, fecho meus olhos e retiro-me a pensar em ti.
Crio suas mãos em volta de minha cintura, e sem nenhuma palavra dura,
ouço no melhor tom o que você jamais me disse...
Outro pensamento me vêm, porém perante esse aviso anti-você eu ensurdeço.
Consciente eu ignoro, preciso de mais 5 minutos .
Blues
Já não me sinto tão solitária.
Os pensamentos, em ti, são tão vorazes
Que me esqueço do cigarro em brasa.
Estúpidamente, queimo os dedos
E isso me traz à realidade melancólica,
Dos dias de trabalho duro,
Das festas medíocres,
Dos copos gelados de cerveja
Que imploram por uma boca quente,
Do medo que me persegue como um assassino de aluguel;
Podre, persistente e sedutor.
A vida parece fria diante dos desejos .
E o Blues que grita no vinil,
Implora a sua presença
Nesta noite machucada pela realidade.
Os pensamentos, em ti, são tão vorazes
Que me esqueço do cigarro em brasa.
Estúpidamente, queimo os dedos
E isso me traz à realidade melancólica,
Dos dias de trabalho duro,
Das festas medíocres,
Dos copos gelados de cerveja
Que imploram por uma boca quente,
Do medo que me persegue como um assassino de aluguel;
Podre, persistente e sedutor.
A vida parece fria diante dos desejos .
E o Blues que grita no vinil,
Implora a sua presença
Nesta noite machucada pela realidade.
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